Tuesday, 5 February 2008

The Jungle Books

The Jungle Books
J. Rudyard Kipling

Penguin Books Ltd. (2000)
ISBN: 0141183659






Não poderia começar este blog com outro livro que não fosse este. Foi um dos poucos livros que eu li repedidas vezes até hoje. Desde criança eu já me divertia na versão em português, uma obra prima de tradução nada inferior ao original, mais um fabuloso trabalho de Monteiro Lobato (a edição que eu tenho inclui as ilustrações da edição original em inglês).

Mas foi lendo o texto original que eu passei mesmo a admirar o autor. Kipling era filho de um oficial inglês e nasceu na Índia. Foi esducado na Inglaterra e depois voltou à Índia para trabalhar como jornalista. Sempre foi fascinado pela sociedade e pela cultura indianas e hoje é tido como um dos maiores escritores deste povo. Foi ele quem encantou os ingleses com os fascínios da nova colônia, através de seus contos e fábulas o mundo indiano conquistou o império britânico e o globo. O primeiro livro (The Jungle Book) foi escrito em 1894 e o segundo (The Second Jungle Book), um ano depois. Hoje é comum encontrar os dois livros em uma mesma edição com o título The Jungle Books. Kipling recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1907.

O livro conta a história de Mowgli, o menino que foge de sua aldeia numa noite em que a vila foi atacada por um tigre. No meio do tumulto, o garoto, que mal sabia andar, foge sem rumo para a selva e vai parar no meio da ninhada de Mãe Loba. Aí começa a história do menino-lobo, apresentado na Roca do Conselho, amigo de Kaa, aluno de Baloo, súdito leal de Akelá e discípulo de Bagheera. Você deve conhecer a história tortamente contada pelo filme da Disney, mas nem chega perto da narrativa do livro.

A história de Mowgli é o pano de fundo do Lobismo, o ramo do Movimento Escoteiro para crianças ente 9 e 12 anos. Certamente isso motivou meu encanto pela história. O livro original ainda inclui outros contos que não foram traduzidos para a edição em português.

E nesses dias, Lilian e eu estávamos caminhando perto de Charing Cross quando encontramos a casa onde Kipling morava em Londres. Claro que eu tive que tirar fotos de todos os ângulos possiveis.